A companhia, que pretende crescer no país em um ritmo mais forte do que globalmente, tem projetos de energia solar e eólica de cerca de 600 MW nos Estados da Bahia e Minas Gerais, sendo 350 MWs já em operação e comissionamento e outros 250 MWs em construção, cujos investimentos totais são estimados em 3 bilhões de reais.

“O volume de investimento vai depender se fizermos mais solar que eólica ou vice-versa, das novas tecnologias e máquinas, se vai se importar ou fazer local… vamos investir vários bilhões no Brasil e se fizermos a conta por três vezes (o que a empresa pretende crescer), estamos falando de 9 bi de reais”, disse Abranches a jornalistas em evento na sede da empresa no Rio de Janeiro.

“É um número razoável, mas é difícil de precisar, até porque os preços da energia estão baixando”, adicionou ele.

O Brasil, de acordo com o executivo, é um dos oito países considerados prioritários para a EDF EN na sua estratégia de expansão global.

O crescimento em renováveis da EDF EN também focará Grã-Bretanha, Índia, China, França, Estados Unidos, África do Sul e Turquia.

“O Brasil é complexo, o que nos obriga a fazer uma ginástica e um pragmatismo grande, mas não tem lugar fácil no mundo”, comentou o executivo.

Abranches destacou que a expansão da capacidade no Brasil será orgânica.

Segundo ele, aquisições de empresas não fazem parte do DNA da companhia e só são consumadas quando há uma grande oportunidade.

“Quando acharmos que faz sentido, podemos fazer, mas só se for uma oportunidade tática… mas comprar ativos operacionais não é o nosso DNA porque somos industrial e não um investidor financeiro…”

Petrobras e Eletrobras
“Estamos interessados em oportunidades em crescer no Brasil mas temos que ver o que faz sentido para nós. Hoje estamos mais voltados em ‘green fields’ (novos projetos) do que na aquisição, mas não estamos fechados”, disse a jornalistas Philippe Castanet, vice-presidente da EDF para América do Sul e do Norte.

Ele fez comentários ao ser questionado sobre interesse da EDF no grande programa de desinvestimentos de 21 bilhões de dólares da Petrobras para o biênio 2017/2018.

Um outro executivo da EDF salientou ainda que a empresa não tem interesse no processo de privatização da estatal brasileira Eletrobras e acredita que o modelo desenhado pelo governo não é voltado para empresas do setor.

“Será uma operação para investidores financeiros e não para companhia do setor”, ressaltou o vice-presidente da EDF para Brasil, Yann des Longchamps.

“Achamos que o Brasil tem um grande mercado e a economia está crescendo de novo, e o crescimento deve puxar o consumo. É um país com potencialidades”, destacou.

Fonte: Reuters

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