Apesar dos progressos obtidos nos últimos anos, agência observa que a falta de respaldo político pode comprometer avanços

O mercado global de energia poderá observar, neste ano de 2017, um quadro de desaceleração de novas políticas de incentivo e promoção à eficiência energética, algo que já se verificou ao longo do ano passado. O alerta foi feito pela Agência Internacional de Energia, que divulgou na última quinta-feira, 5 de outubro, o relatório Energy Efficiency 2017, que destaca a necessidade de os governos intensificarem a promoção de medidas visando o aumento da eficiência na demanda energética na indústria mundial.

O trabalho observa que, apesar dos progressos obtidos nos últimos anos com ganhos decorridos de medida de eficiência, a falta de respaldo político pode comprometer os avanços, como a queda de 1,8% na intensidade energética global em 2016, sinal de que a economia global gerou mais valor de sua energia. Segundo o relatório, o mundo teria usado 12% mais energia no ano passado sem as melhorias de eficiência alcançadas desde 2000, o que equivaleria adicionar outra União Européia ao mercado global de energia.

“As melhorias na intensidade energética têm sido o fator mais importante na manutenção das emissões globais de gases de efeito estufa nos últimos três anos. O sucesso dos esforços de descarbonização em todo o mundo depende da integração de políticas de eficiência energética, renováveis ​​e outras ferramentas no sistema energético através de uma abordagem política harmonizada”, diz o estudo. O trabalho destaca ainda que Índice de Progresso da Política de Eficiência da AIE mostra um decrescimento das políticas globais.

De acordo com o diretor executivo da AIE, Faith Birol, a implementação de novas políticas desacelerou em 2016, tendência que parece continuar em 2017. Para ele, os países devem se concentrar em atacar mais de 68% do uso global de energia que não é coberto por códigos ou padrões de eficiência. Apesar disso, os resultados das ações de eficiência dos últimos anos são positivos, como a redução do gasto de energia nas famílias. Na Alemanha, elas gastaram US$ 580 per capita em 2016 graças a políticas de eficiência.

Fonte: Canal Energia

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