Demissões no laboratório ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, começando pelo diretor Gonçalo Pereira, podem travar avanços das inovações que até aqui são referenciadas pelas parcerias com usinas e entidades. Teme-se a paralisia dos trabalhos. Falta de recursos é a justificativa oficial.

Neste momento, um assunto preocupa o setor energético: o possível risco de não-continuidade das pesquisas nacionais envolvendo o bioetanol convencional e de segunda geração em função da demissão de mais de 20 pesquisadores ocorrida no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Etanol (CTBE).

Antônio César Salibe, presidente-executivo da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), destaca que essas pesquisas são muito importantes para todo o setor e todo o trabalho envolvido no RenovaBio, se estendendo também a outras energias limpas como o biodiesel e o biogás.

O CTBE, como conta o presidente-executivo, vinha apresentando resultados promissores e ele acredita que a continuidade desse trabalho é bastante necessária. Por isso, o setor pretende, por meio de uma força tarefa, tratar deste assunto juntamente ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, principalmente para que as pesquisas continuem recebendo financiamento.

A parte política para o bioetanol, segundo Salibe, está funcionando bem. Contudo, a interrupção das pesquisas é prejudicial para a continuidade desse projeto.

Além da Udop, que possui uma parceria fechada com o CTBE para divulgar os resultados em seus congressos, mais de 20 grupos de usinas trabalham em conjunto com o laboratório.

Neste link, você também encontra uma entrevista em vídeo com Antônio César Salibe.

Fonte: Notícias Agrícolas

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