Itaipu entrega 1º veículo elétrico que será abastecido apenas com energia solar

Itaipu entrega 1º veículo elétrico que será abastecido apenas com energia solar

A Itaipu Binacional entregou, na tarde desta sexta-feira (23), o primeiro veículo elétrico que será totalmente abastecido por energia solar. O Zoe elétrico foi repassado em regime de comodato à Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), no Centro Executivo de Itaipu, na Vila A, em Foz do Iguaçu.

A instituição, autossuficiente em energia, dispõe de uma central fotovoltaica própria em sua sede, no centro de Cascavel (PR). A capacidade é de 13 kW (em horário de pico). É esta unidade que gerará a energia do carro, fato inédito no Programa Veículo Elétrico da Itaipu.

Pelo compromisso, o carro será 100% abastecido pela central fotovoltaica da Amop, que tem 52 painéis. Os dados serão transmitidos em tempo real para Itaipu, por meio do sistema do veículo, e serão aproveitados para a pesquisa do Programa VE. O automóvel, que será usado de forma institucional nos compromissos da Amop, servirá ainda para a divulgação do Projeto VE em eventos como encontros com os prefeitos. Hoje, a instituição representa 52 municípios.

“Teremos informações on-line e poderemos repassá-las aos fabricantes para aprimorar o carro elétrico. Todos ganham”, disse o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna.

“Além da economia que o veículo proporciona, ele é uma bandeira da sustentabilidade, um carro do futuro e ambientalmente correto. Queremos agora propagar e divulgar este projeto de Itaipu, que é nossa parceira em diversos convênios”, disse o presidente da Amop.

A entrega foi feita pela diretoria de Itaipu ao presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), Rineu Menoncin, prefeito de Matelândia. Os diretores brasileiros de Itaipu Marcos Stamm (financeiro executivo), Marcos Baumgärtner (administrativo) e Hélio Gilberto Amaral (coordenação) também participaram da cerimônia. O carro será levado para Cascavel na segunda-feira (26).

O acordo de comodato integra o Programa Veículo Elétrico implantado pela Itaipu há dez anos. A parceria reúne fabricantes de veículos e componentes, e empresas do setor elétrico. “O comodato é feito com base na decisão da Diretoria. Levamos em conta o protocolo de sustentabilidade e o veículo fica cedido dois anos cumprindo essa tarefa”, explicou Marcos Stamm na entrega para a Amop.

Menos poluentes
A central fotovoltaica da Amop é composta por 52 painéis. Desde o final de 2014, quando entrou em operação, a planta gerou 23.781 kWh e evitou a emissão na atmosfera de quase 24 toneladas de CO².

“Ainda não sabemos quanto tempo de carregamento será necessário para abastecer o carro. Todos esses dados serão computados a partir do uso do veículo”, explicou Leandro Rudnicki, engenheiro eletricista da Amop. Abastecido, a autonomia do Zoe é de 170 km (na cidade).

Para o coordenador brasileiro do Programa VE, Celso Novais, as informações serão valiosas justamente por ser a primeira ocasião na qual o veículo será totalmente abastecido pela energia solar. “Monitoraremos todo o desempenho em tempo real”, afirmou.

Luiz Fernando Vianna destacou que ação está alinhada às medidas do governo federal para a redução de poluentes e ao estímulo às energias renováveis. “O Programa Veículo Elétrico é uma das formas de Itaipu contribuir para a redução de gases. Itaipu é uma fomentadora desta iniciativa e, embora tenha um papel pequeno, se comparado à frota nacional, se cada um fizer a sua parte em breve teremos o carro elétrico como uma realidade em todo o País”, concluiu o diretor-geral.

Fonte: Rádio Cultura Foz

OPINIÃO: O desafio do clima, com ou sem Trump

OPINIÃO: O desafio do clima, com ou sem Trump

É um retrocesso indiscutível o anúncio da retirada estadunidense do Acordo do Clima de Paris, que prevê limites para as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, essa recalcitrância do presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter impacto global menor do que aparenta e abre oportunidades para outros países.

Três fatores minimizam o impacto da decisão dos EUA. Primeiro, os EUA deixaram de ser os maiores emissores de gases estufa desde 2006, quando a China assumiu essa lastimável liderança. Atualmente a China emite cerca de 30% do total global, enquanto que os EUA emitem cerca de metade disso, 15%.

 

Segundo, o federalismo americano confere amplo protagonismo aos estados na área ambiental – e vários deles o estão exercendo, especialmente a Califórnia. Muitas dessas unidades federativas adotaram regras arrojadas sobre emissões, quotas de energia de baixo carbono, padrões de eficiência energética e outras ações vinculantes, mesmo sem suporte do governo central. Além disso, depois do anúncio de Trump, anunciaram que não deixarão de se engajar na transição energética global várias municipalidades (como Nova York e Los Angeles), empresas (como Apple, Google e Intel) e universidades de prestígio públicas e privadas.

 

Terceiro e mais importante, novas tecnologias tornaram competitivas as fontes energéticas de baixo carbono: a eólica já alcança preços mais baratos do que as fontes fósseis, mesmo sem subsídios, e a solar fotovoltaica está cada vez mais perto de também se tornar economicamente vantajosa – já o é em algumas regiões. Nesse cenário, mecanismos de mercado impulsionam sua expansão, reduzindo a dependência de políticas públicas.

 

O problema central é que, para evitar mudanças climáticas catastróficas, é preciso a esta altura acelerar o ritmo da transformação de uma economia baseada em fontes fósseis para uma de baixo carbono. A decisão dos EUA pode desacelerar o passo dessa mudança. O corte de orçamento estadunidense para pesquisas em energia tende a retardar o progresso científico, especialmente por ocorrer no país onde inovações tecnológicas permeiam a economia e costumam ser mais radicais.

 

A mudança climática afeta a todos, mas, apesar do peso desproporcional dos países ricos nas emissões de gases estufa, por uma infeliz coincidência ela prejudica mais gravemente as nações pobres e, dentro delas, os grupos mais carentes. Por isso, a saída estadunidense não pode ser motivo para desmobilizar. Cedo ou tarde, o governo central dos EUA voltará à arena climática internacional. Nesse ínterim, abre-se um espaço de liderança internacional na pauta climática e energética. A China e a União Europeia já se apressaram em ocupar essa posição, tanto no campo diplomático, como no econômico e tecnológico. A desaceleração dos EUA pode permitir o salto dos demais.

 

E o Brasil? Nossa matriz energética é comparativamente limpa, nosso território oferece ampla disponibilidade de ventos e de radiação solar, a biomassa é uma fonte de destaque no país e há domínio do ciclo nuclear. Falta-nos, porém, a capacidade de converter essas vantagens naturais ou já consolidadas em desenvolvimento tecnológico local e em empreendedorismo para explorá-las comercialmente. Não há por que assistir passivamente a uma transformação dessa magnitude e aguardar que outras nações descortinem sozinhas as fronteiras econômicas e tecnológicas da área, deixando-nos o mero papel de importadores de tecnologias no futuro.

 

O esforço global para mitigar a mudança climática veio para ficar. O recuo dos EUA é um episódio de sandice temporária de Trump, não do conjunto do país. É inspiradora a resistência de organizações estadunidenses em insistir na transição energética. No nosso do Brasil, com um governo federal mergulhado em crise aguda, Estados, municípios, universidades e empreendedores locais podem e devem se engajar no esforço internacional de reduzir as emissões por meio da disputa de liderança em tecnologias que não apenas acelerem o ritmo da transição energética, mas também ajudem nossa economia a retomar a rota do crescimento com aumento de produtividade.

 

Rafael Dubeux é bacharel em Direito pela UFPE e doutor em Relações Internacionais pela UnB.

 

Fundo Darby busca ativos de energia renovável no Brasil

Fundo Darby busca ativos de energia renovável no Brasil

O fundo de private equity montou uma joint venture com a geradora brasileira Servtec e avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos

O fundo norte-americano de private equity Darby, da Franklin Templeton Investments, associou-se à geradora brasileira Servtec para buscar oportunidades em energia renovável no Brasil, principalmente ativos eólicos e solares, disse à Reuters o presidente da Servtec.

As empresas montaram uma joint venture e agora avaliam oportunidades de aquisição para iniciar os investimentos, principalmente devido à incerteza que ainda existe em torno da realização de novos leilões para contratar novas usinas de energia no Brasil em meio à recessão, que impactou a demanda por eletricidade.

“Estamos junto com a Darby buscando oportunidades de investimento em projetos eólicos e solares, pequenas hidrelétricas e biomassa, mas eu diria que com foco maior em eólica e solar… existem alguns projetos já operacionais que são bem atrativos”, disse à Reuters o CEO da Servtec, Pedro Fiuza.

Ele afirmou que as empresas têm olhado tanto ativos de grande porte quanto usinas menores, e que a crise política do Brasil incomoda, mas não irá frear os planos de expansão.

“O momento que o Brasil vem vivendo, a gente tem que ser cauteloso… mas, dito isso, a gente consegue ser bem competitivo… não posso precisar exatamente, mas ao longo dos próximos dois, três anos, vamos estar fazendo investimentos superiores a 1 bilhão de reais”, apontou.

Ele disse que a ideia é unir a capacidade financeira da Darby e seu relacionamento com investidores institucionais internacionais à expertise técnica da Servtec, que já implementou cerca de 850 megawatts em projetos de geração de energia no Brasil.

“A gente tem uma capacidade de ser bem competitivo nas ofertas de compra, de competir com os grandes consolidadores do mercado”, garantiu.

Fiuza disse ainda que Servtec e Darby poderão agregar novos parceiros nas aquisições que forem ser realizadas, que seriam principalmente investidores institucionais, como fundos.

“Já temos uma porção desses investidores mapeados, e conversamos caso a caso, a cada transação, para estruturar… os estrangeiros têm um apetite diferenciado por esse tipo de geração, renovável”, afirmou.

A primeira aquisição da joint venture entre as empresas pode ser anunciada ainda neste ano, segundo Fiuza, que afirmou que há negociações em andamento.

No futuro, as empresas pretendem também participar de licitações do governo para novas usinas de energia.

A Servtec possui cerca de 600 megawatts em projetos eólicos prontos para serem inscritos em leilões e outros 600 megawatts em desenvolvimento.

“Quando o mercado voltar a ficar mais favorável, a gente vai estar participando”, disse.

O mercado de energia renovável no Brasil tem atraído investidores internacionais apesar da crise no país.

Na semana passada, a francesa EDF comprou uma fatia majoritária em uma usina solar no país. Em maio, a gestora britânica Actis anunciou a aquisição de parques eólicos para criar uma nova empresa no Brasil, a EchoEnergia.

Fonte: Exame

Crescente dependência do gás natural cria armadilha para redução das emissões dos gases de efeito estufa

Crescente dependência do gás natural cria armadilha para redução das emissões dos gases de efeito estufa

Um exemplo é a China, onde, em 2016, a Agência Internacional de Energia projetou que as fontes renováveis responderiam por 7,2% da energia até 2020

O futuro do gás natural é limitado, mesmo como combustível de transição. Os investimentos contínuos no setor criam o risco de violar o objetivo de longo prazo de temperatura do Acordo de Paris e resultarão em ativos encalhados, alertou o Climate Action Tracker (CAT).

Como parte de sua série sobre descarbonização, o CAT lançou hoje uma análise de gás no setor de energia. O relatório, intitulado “Tirar o pé do gás: o aumento da confiança no gás natural no setor de energia apresenta o risco de um bloqueio de emissões”, adverte que o gás natural terá que ser eliminado juntamente com o carvão se o mundo quiser limitar o aquecimento a 1,5 ˚C, conforme explicado no objetivo de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris.

O CAT prevê um papel cada vez menor para o gás natural no setor de energia em meados do século, não só para atingir os objetivos do Acordo de Paris, mas também devido à crescente concorrência das energias renováveis.

Esta perspectiva desafia as projeções que preveem um aumento no consumo de gás natural. Embora essas projeções tenham se mostrado muito otimistas no passado, os governos e as empresas estão aportando investimentos significativos na infraestrutura de gás natural, ignorando o crescente papel das alternativas de baixo carbono e a necessidade de reduzir as emissões para combater as mudanças climáticas.

“O gás natural é muitas vezes percebido como uma fonte ‘limpa’ de energia que complementa tecnologias renováveis ​​variáveis. No entanto, há problemas persistentes com as emissões fugitivas durante a extração e o transporte de gás que mostram que o gás não é tão ’limpo’ como sempre pensou”, ressalta Bill Hare, da Climate Analytics. “O gás natural desaparecerá do setor de energia em um mundo compatível com o Acordo de Paris, onde as emissões devem estar em torno de zero até meados do século”.

Embora as emissões de plantas de gás possam ser reduzidas em até 90% com Captura e Armazenamento de Carbono (CCS), isso não é suficiente para a descarbonização total. Mesmo que essas taxas de captura possam ser aumentadas, o custo do gás com CCS provavelmente não será competitivo com fontes renováveis ​​e uma grade flexível, disse o CAT.

“A idéia de um papel contínuo para o gás natural como uma tecnologia de transição não é consistente com a realidade dos avanços nas tecnologias que favorecem a flexibilidade, como a expansão da rede, a resposta da oferta e da demanda, bem como o armazenamento”, disse Yvonne Deng da Ecofys.

Muitas projeções para o uso de gás natural – incluindo da Agência Internacional de Energia, investidores e muitos governos – não apenas não consideram a necessidade de descarbonização completa em três décadas, como também ignoram o crescente papel das alternativas de baixo carbono.

“Um exemplo é a China, onde, em 2016, a Agência Internacional de Energia projetou que as fontes renováveis responderiam por 7,2% da energia até 2020, mas, no final de 2016, elas já haviam atingido 8%. Além disso, a Índia e o Oriente Médio também estão tendo um crescimento muito mais rápido das energias renováveis ​​do que as principais projeções indicavam”, disse Niklas Höhne, do NewClimate Institute.

Apesar destes desenvolvimentos, investimentos maciços em gasodutos e terminais de GNL continuam, mesmo que as taxas de utilização de tais infra-estruturas estejam diminuindo. Por exemplo, as taxas de utilização na infra-estrutura de gás natural dos EUA são de 54% e são ainda menores na Europa, em 25%. “Este superinvestimento na infra-estrutura de gás natural é susceptível de levar ou a níveis de emissão que ultrapassem os objetivos de 1,5° C e 2° C do Acordo de Paris, ou a um grande número de ativos encalhados à medida que a mudança para renováveis ​​mais baratas ocorre”, disse Andrzej Ancygier, da Climate Analytics.

Fonte: Setor Energético

Grandes empresas são os consumidores mais vorazes de energia solar e eólica dos EUA

Grandes empresas são os consumidores mais vorazes de energia solar e eólica dos EUA

Grandes companhias dos Estados Unidos como Wal-Mart  e General Motors se tornaram alguns dos maiores compradores de energia renovável dos EUA, impulsionando o crescimento em uma indústria vista como essencial para ajudar norte-americanos a reduzir emissões de carbono.

No ano passado, quase 40 por cento dos contratos de energia eólica dos EUA foram assinados por consumidores de energia corporativos, junto com universidades e o Exército, ante apenas 5 por cento em 2013, segundo a Associação Americana de Energia Eólica (AWEA, na sigla em inglês).

Esses usuários também corresponderam a uma parcela sem precedentes de 10 por cento do mercado para projetos solares de larga escala em 2016, segundo dados da empresa de pesquisa GTM Research. Apenas dois anos antes, não havia nenhum.

O grande motivo: contas de energia mais baixas.

Os custos de energia solar e eólica estão caindo graças a avanços na tecnologia e à crescente produção global de painéis e turbinas. Associados a incentivos fiscais e outros, grandes consumidores de energia, como a GM, estão vendo que renováveis são competitivos e, muitas vezes, mais baratos que fontes convencionais de energia.

A montadora fechou acordos com duas fazendas de energia eólica do Texas que irão fornecer em breve eletricidade suficiente para alimentar várias unidades da GM, incluindo a planta de montagem de veículos utilitários esportivos em Arlington, no Texas, que produz os modelos Chevrolet Tahoe, Cadillac Escalade e GMC Yukon.

A companhia já está economizando 5 milhões de dólares por ano globalmente, segundo a Rob Threlkeld, o gerente global de energia renovável da GM, e se comprometeu a obter 100 por cento de sua energia de fontes limpas até 2050.

“Tudo foi motivado principalmente pela economia”, disse Threlkeld. “Os custos eólicos e solares estão caindo tão rápido que eles se tornaram praticáveis.”

A crescente demanda corporativa por energia limpa ocorre no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, está defendendo combustíveis fósseis e marcando regulações ambientais como destruidoras de empregos. Neste mês, ele anunciou que os EUA irão deixar o Acordo de Paris, feito para combater mudanças climáticas, uma medida que foi condenada por diversos importantes executivos dos EUA, inclusive pelo presidente da General Electric, Jeff Immelt.

O governo Trump, no entanto, não fez nenhuma manobra para acabar com incentivos fiscais federais para projetos de energia renovável, graças principalmente a suporte bipartidário no Congresso. Muitos legisladores republicanos são de Estados que são grandes produtores de energia solar ou eólica, entre eles o Texas, Oklahoma e Iowa.

Companhias dos EUA, no entanto, estão indo atrás de suas próprias agendas de energia limpa, independentemente das políticas de Washington. Ao longo dos quatro últimos anos, corporações contrataram cerca de 7 gigawatts de energia renovável –o suficiente para alimentar mais de 1 milhão de casas. Esse número deve crescer para 60 GW até 2025, segundo o Edison Foundation Institute for Electric Innovation, uma utilidade sem fins lucrativos sediada em Washington, D.C.

Fonte: Jornal Extra

Tecpar apresenta Smart Energy Paraná no Congresso Internacional de Biomassa

Tecpar apresenta Smart Energy Paraná no Congresso Internacional de Biomassa

Cinquenta expositores apresentam suas tecnologias na área de energias renováveis no Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017), realizado em Curitiba até quinta-feira (22). O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), uma das instituições apoiadoras do evento, apresentou suas ações dentro do programa Smart Energy Paraná.

O diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Tecpar, Reginaldo Joaquim de Souza, participou da abertura do evento nesta terça-feira (20) e ainda realizou uma palestra sobre energias renováveis. O Tecpar realiza a secretaria executiva do programa Smart Energy Paraná, que mobiliza as competências que o Estado e a sociedade já têm e busca por novas competências para desenvolver o setor energético do ponto de vista econômico, ambiental e social no Paraná.

No Smart Energy Paraná, o Tecpar homologa as diferentes tecnologias disponíveis no mercado para apresentar à sociedade as tecnologias já testadas pelo instituto, com geração de dados e capacitação de mão de obra local para atrair investimentos nesta área para o Paraná. “Apoiamos empresários com soluções em logística reversa e ainda os empreendedores que buscam desenvolver tecnologias sustentáveis”, destacou Souza.

A plataforma de energias inteligentes do programa Smart Energy Paraná reúne painéis de energia solar, um gerador de energia eólica e uma estação solarimétrica. A plataforma – já integrada à rede do instituto e também ao Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais (Sonda), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – produz cerca de 0,5% de toda energia consumida pelo Tecpar.

Congresso
Celso Kloss, diretor-superintendente da Rede Paranaense de Metrologia e Ensaios (Paraná Metrologia) e da Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), presidente de honra do Cibio 2017, pontuou, durante a abertura do evento, que o congresso internacional tem dois anos e que nesta edição quase dobrou de tamanho. “Temos neste ano 50 expositores, ante 30 que estavam aqui na primeira edição, no ano passado. Todos eles apresentam suas tecnologias na área de biomassa. O congresso se consolida como um espaço de discussões e de negócios na área de energia limpa”, salienta.

Ainda dá tempo de participar do Cibio 2017, que até a quinta-feira (22) apresenta uma programação voltada a debater o papel da biomassa na matriz energética brasileira, que a cada dia aumenta a busca por tecnologias limpas para geração de energia.

O Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017) será realizado até 22 de junho no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que fica na Avenida Comendador Franco, 1341, no Jardim Botânico, em Curitiba. As inscrições para o evento estão abertas e podem ser feitas pelo site www.congressobiomassa.com, onde é possível verificar a programação completa do congresso. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (42) 3086-8588.

SERVIÇO
Data: 20 a 22 de junho
Local: Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) – Avenida Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico
Inscrições e programação: (42) 3086-8588 e www.congressobiomassa.com

Fonte: Tecpar

7 tendências globais em energia renovável para ficar de olho

7 tendências globais em energia renovável para ficar de olho

Queda nos custos de eólica e solar pavimentam caminho para um futuro de geração mais limpa, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance

As energias renováveis deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração até 2040. É o que prevê a edição 2017 do relatório New Energy Outlook (NEO), produzido anualmente pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Apesar da altas cifras, o estudo calcula que seria preciso investir muito mais em tecnologias verdes para reduzir as emissões de gases efeito estufa na atmosfera e evitar mudanças climáticas perigosas na Terra. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o Planeta na trajetória segura.

Ainda assim, muitas tendências prometem sacudir o tabuleiro energético mundial nos próximos anos, segundo o estudo da BNEF.

Boom da energia solar e eólica
Segundo o relatório, as fontes eólica e solar representarão 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os 5% atuais. Mais US$ 7,4 trilhões deverão ser investidos em novas usinas de energia renovável, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo. A energia solar levará US$ 2,8 trilhões e a eólica receberá US$ 3,3 trilhões.

Painéis fotovoltaicos ganharão mais mercado
O custo da energia solar de painéis fotovoltaicos, que hoje é um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje, pelos cálculos da Bnef. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia.

Os custos de energia eólica cairão rapidamente
Os custos da energia eólica em alto mar (offshore) cairão impressionantes 71% até 2040, puxados pela competição, risco reduzido e economia de escala resultantes de projetos e turbinas cada vez maiores. O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, graças a turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

Baterias e sistemas de armazenamento serão essenciais
Os analistas da Bnef estimam que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará investimentos de pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040. As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico. As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040.

Veículos elétricos aumentarão demanda por novas fontes
De acordo com a Bnef, os carros elétricos aumentarão a demanda por novas fontes de energia para equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da demanda por eletricidade até 2040. E mais: o crescimento desses veículos reduzirá o custo das baterias de íon de lítio, provocando uma queda de 73% até 2030.

Geração de energia com carvão colapsará na Europa e nos EUA
A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e maior uso de gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040. Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. A Globalmente, a demanda por carvão para geração de energia deve diminuir 15% entre 2016 e 2040, segundo a Bnef.

Emissões do setor de energia atingirão pico em 2026
As emissões de CO2 pelo setor energético aumentarão em um décimo antes de atingir o pico dentro de 10 anos. Apesar disso, até 2040, as emissões terão caído apenas 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar um aumento da temperatura global acima de 2°C até o final do século. Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em ações de redução de emissões seria necessário para manter o planeta na trajetória segura.

Fonte: Exame

Francesa EDF anuncia aquisição de nova usina solar no Brasil

Francesa EDF anuncia aquisição de nova usina solar no Brasil

Negócio mostra o interesse de investidores estrangeiros por ativos de energia renovável no Brasil mesmo em meio ao acirramento da crise política

A francesa EDF Energies Nouvelle adquiriu da Canadian Solar participação de 80% na usina solar fotovoltaica Pirapora II, localizada em Minas Gerais, que terá capacidade instalada de 115 megawatts quando concluída, informaram as empresas em nota nesta segunda-feira (19).

O negócio, que não teve o valor divulgado, mostra o interesse de investidores estrangeiros por ativos de energia renovável no Brasil mesmo em meio ao acirramento da crise política.

A EDF já possui ativos no Brasil, onde opera uma termelétrica e usinas eólicas, além de ter uma fatia majoritária na hidrelétrica de Sinop. Em março, o grupo francês havia assumido o controle do Pirapora I, um outro projeto solar atualmente em construção e com capacidade de 191 megawatts.

A Canadian Solar, que produz equipamentos para usinas solares e possui uma fábrica em Sorobaca (SP), vai manter uma fatia de 20 por cento em Pirapora II e fornecerá os painéis fotovoltaicos para a unidade, em um acordo nos mesmos moldes do que foi fechado para o projeto de Pirapora I.

A usina Pirapora II possui contratos de 20 anos para a venda de energia elétrica, assinados após um leilão realizado pelo governo federal em 2014. A expectativa das empresas é de que a usina inicie as operações no primeiro semestre de 2018.

“O Brasil é um importante mercado estratégico para o Grupo EDF, que pretende dobrar sua capacidade renovável na França e no mundo todo até 2030”, disse em nota o diretor geral da EDF Energies Nouvelles, Antoine Cahuzac.

Fonte: G1
ITAIPU PROVA SER VIÁVEL A REPLICAÇÃO DE PLANTA DE BIOGÁS PARA TODO O PAÍS

ITAIPU PROVA SER VIÁVEL A REPLICAÇÃO DE PLANTA DE BIOGÁS PARA TODO O PAÍS

Recordista mundial em geração de energia elétrica limpa e renovável, a Itaipu Binacional mostrou, na manhã desta sexta-feira (2), também a viabilidade da produção de biocombustível com o uso de resíduos urbanos, em empresas e municípios de todo o País. Em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), a binacional inaugurou uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano, localizada dentro da Central Hidrelétrica. A planta é a primeira do Brasil a utilizar como matéria-prima uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama. Normalmente, a produção de biogás no País é feita com dejetos de animais.

Em operação desde o dia 15 de março, o modelo passará por 20 meses de teste e poderá ser replicado em todo o País com grandes vantagens ambientais, econômicas e sociais. Mensalmente, ela pode tratar 10 toneladas de resíduos alimentares, gerados nos quatro restaurantes da área interna de Itaipu; 30 toneladas de poda de grama, provenientes dos 400 hectares de área verde da empresa; e 300 mil litros de esgoto, oriundos dos prédios administrativos.

A produção atual é de 4 mil m³ de biometano por mês, que pode abastecer 80 veículos da frota da usina, considerando um uso médio de 800 km por veículo ao mês. Só esta parte da frota vai economizar 5.650 litros de etanol. Ao custo de R$ 0,26 o m³ do biometano, contra R$ 0,36 do etanol, a economia financeira chega a R$ 15 mil todo mês. Como subproduto, são produzidos 300 mil litros de biofertilizante, que serão utilizados como adubo para canteiros e gramados da empresa. Finalmente, mensalmente é evitada a emissão de 4 toneladas de gases causadores do efeito estufa.

Modelo 100% nacional
Fabricada com tecnologia 100% nacional, a planta de biogás custou menos de um terço de uma solução que seria importada da Alemanha. O custo total de implantação do projeto foi de R$ 2.160.053 – o que inclui gastos com pesquisa e desenvolvimento tecnológico, por se tratar de um projeto inovador no Brasil. Com a consolidação deste modelo de negócios, a replicação terá um custo mais baixo.

O modelo pode ser levado a indústrias, cooperativas, hotéis, além de servir como política pública para as prefeituras resolverem o problema do lixo urbano e atenderem às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (criada pela Lei 12.305/10) de eliminar os lixões entre 2018 e 2021. “Queremos mostrar às prefeituras que elas podem usar os resíduos sólidos para gerar gás e este gás pode abastecer a frota do município”, ilustrou o diretor presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis.

De acordo com ele, as principais qualidades da planta dizem respeito ao material aplicado e à possibilidade de se adaptar às diferentes escalas de produção. Os biodigestores foram fabricados em fibra de vidro, material inovador por ter baixo custo e alto isolamento térmico. Eles também foram feitos em módulos, ou seja, podem aumentar ou reduzir de tamanho, de acordo com a demanda. Agora, os técnicos vão estudar o processo e analisar as diferentes composições da matéria-prima para reduzir ainda mais o custo de produção. “Nossa pergunta não é mais saber se o reator vai funcionar, mas dosar a matéria-prima e aperfeiçoar o processo”, conclui Régis.

Segundo o diretor-geral da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Vianna, a empresa usará seu peso institucional para incentivar prefeituras e entidades parceiras a replicarem a tecnologia. “Nós conseguimos fechar o ciclo da produção do biogás. Queremos levar aos municípios lindeiros e da Região Oeste do Paraná, em um primeiro momento, mas a tecnologia está disponível para ser aplicada em qualquer região do País”, afirma.

Para o chefe da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu, Paulo Afonso Schmidt, o modelo atende a uma necessidade da hidrelétrica, mas pode facilmente ser adaptado às características de outros locais, respeitando a escala e utilizando outras matérias-primas. “O componente ambiental é forte, mas também devemos pensar na questão econômica. Nossos esforços são para desenvolver um projeto que seja factível com na realidade. Não tenho dúvida de que a produção do biogás é uma tendência irreversível”, conclui.

O processo
A planta utiliza poda de grama, resíduos alimentares e esgoto para produzir o biogás. A grama passa por um processo de ensilagem: é triturada e compactada e fica 90 dias reservada até ter as características ideais para uso. Os alimentos também são separados, sendo retirados restos de ossos ou plásticos que podem prejudicar o biodigestor. Esta composição é importante, porque os restos de alimentos são ácidos e diminuem a vida útil do biodigestor. A grama equilibra quimicamente a mistura. Finalmente, o esgoto é usado para diluir os outros componentes.

Depois de chegar a uma mistura homogênea, com consistência adequada, o material é levado aos biodigestores, onde, a uma temperatura controlada em 37ºC, acontece a degradação da matéria-prima por microorganismos de forma anaeróbica (sem oxigênio). São 60 minutos dentro do biodigestor, gerando dois produtos: o gás e um substrato seco.

O substrato é tratado e usado como biofertilizante. Ele tem baixa carga orgânica e é rico em nutrientes, com alto teor de nitrogênio, fósforo e potássio, matérias-primas essenciais para recompor o solo. Este fertilizante é usado nas áreas verdes da Itaipu, como canteiros e gramados.

O biogás é levado para dois gasômetros flexíveis que têm a capacidade de armazenar até 500 m³ por dia. Dali, o gás passa pelo processo de refino. Assim como o petróleo, o biogás não pode ser usado de forma bruta, por ter contaminantes prejudiciais ao motor do automóvel. Na refinaria são retirados o gás sulfídrico (enxofre), CO2 e água. O produto final, com até 96% de pureza, tem as características exatas do gás natural. O biometano é pressurizado em 150 bars, para poder ser armazenado, abastecer os cilindros dos veículos e ser utilizado.

Foto: Itaipu Binacional
Fonte: Itaipu Binacional

​Produtores conhecem oportunidades e exemplos de energias renováveis

​Produtores conhecem oportunidades e exemplos de energias renováveis

Com o custo de energia impactando fortemente o produtor de arroz, empresas e entidades buscam soluções para diminuir esta dor de cabeça dos agricultores quando chega o extrato da conta. Pensando nisto, empresas e entidades estudam formas de mudar este cenário. Na noite desta terça-feira, dia 30 de maio, a décima edição da Semana Arrozeira, promovida pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete, discutiu o tema no painel “A Nova Matriz Energética Sustentável Para a Lavoura Arrozeira”.

O superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Herlon Goezler de Almeida, apresentou o projeto “Oeste em Desenvolvimento”, realizado na Região Oeste do Paraná há quatro anos e que engloba 54 municípios com 1,1 milhão de habitantes. O objetivo foi unificar projetos que já vinham sendo realizados de forma individual. “Precisávamos gerar convergência dos projetos de empresas e entidades na região. Muitas tinham projetos paralelos que inclusive criavam competição entre eles. Hoje geramos um processo único”, salientou.

Foram identificadas as cadeias produtivas prioritárias da região: suinocultura, avicultura, bovinos de leite, piscicultura, grãos, turismo e processo metal mecânico. Foram criadas Unidades Produtivas Intensas em Energia Elétrica. Com isso foram criadas Câmaras Técnicas de Energias Renováveis com a implantação de unidades técnicas de referência de geração em energia solar. Goezler provocou os participantes a organizarem processos na Fronteira Oeste de forma a utilizar as diversas fontes de energia que são geradas inclusive nas propriedades, como a oportunidade do biogás. “Não existem concorrências de energias renováveis, pois você pode ter a utilização de vários modelos em conjunto”, observou.

Já o presidente da Associação Gaúcha de Energia Solar (Agesolar), Rodrigo Corrêa, falou sobre os benefícios da energia solar, mostrando que é feita uma média de captação das radiações solares. A distribuição pode ser realizada em grupos, como cooperativas ou condomínios, pois a legislação só permite que seja feita de um mesmo CPF ou CNPJ. Conforme o dirigente, a redução da energia elétrica com a instalação de placas solares pode chegar a até 90%. “Temos um caso em que já foi reduzida a conta de R$ 5.494,00 para R$ 253,00”, afirmou.

Sobre o retorno do investimento que, conforme Corrêa, tem vida útil de 30 anos, teve uma diminuição de tempo. No meio rural, por exemplo, em 2012 a estimativa era de 16 anos, agora é de 6 a 7 anos. O dirigente falou sobre a criação da Agesolar, que foi fundada no ano passado com a participação de mais de 60 associados, criada após uma demanda das empresas junto ao governo do Rio Grande do Sul para resolver a cobrança dupla de ICMS sobre a energia gerada. “A associação veio para padronizar o mercado, pois existia muita gente que não entregava qualidade ao consumidor final”, explicou, acrescentando que a entidade lançará um selo de qualidade para as empresas associadas.

O diretor da Privatto Energia, Marcio Fitchner, informou sobre o projeto de energia eólica que está sendo realizado na região do Carumbé, em Uruguaiana (RS). A proposta está, no momento, em fase de medição, onde são necessários 36 meses antes de poder levar a iniciativa para leilão do governo federal. A área disponibilizada de 5 mil hectares está na etapa de licenciamento ambiental e a potência estimada de geração de energia é de 200 MegaWatts.

Fitchner também falou dos potenciais da Fronteira Oeste para a instalação de projetos de energias renováveis. A radiação da região, por exemplo, é 40% maior do que em regiões na Alemanha, principal país atualmente na utilização das fontes alternativas. A fatia do meio rural da energia alternativa no Rio Grande do Sul é de apenas 4%, mas já ultrapassou o setor industrial, que é de 1%. “A energia renovável pode ser uma grande aliada dos produtores para reduzir custos e aumentar o lucro”, explicou.

Mediador do debate, o vice-presidente da Associação dos Arrozeiros de Alegrete e CEO da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Fernando Lopa, falou sobre os projetos que estão sendo realizados na região. Lembrou também do papel das instituições financeiras na formalização de propostas de crédito para projetos inovadores. “Precisamos buscar outras formas de financiamento para implantarmos na Fronteira Oeste propostas de maneira que possamos produzir desenvolvimento e baixar o custo da lavoura”, salienta.

No painel, o Sicredi Pampa Gaúcho informou que possui linhas de crédito com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de linhas próprias e convênios com empresas. A Unipampa também apresentou o trabalho já realizado na produção de energia no meio rural com o Grupo de Exploração Integrada de Recursos Energéticos, que tem por objetivo consolidar ações de ensino e pesquisa com o desenvolvimento no campo do planejamento destes recursos, enfatizando tanto o lado da oferta quanto o da demanda da energia.

Mais informações sobre a Semana Arrozeira podem ser obtidas pelo site www.semanaarrozeira.com.br.

Fonte: Grupo Cultivar

Página 1 de 4312345...102030...Última »