Portugal: Costa quer energia renovável concorrencial e que “não careça de subsidiação”

Portugal: Costa quer energia renovável concorrencial e que “não careça de subsidiação”

O primeiro-ministro comprometeu-se hoje a cumprir os objetivos de descarbonização da economia, apostando numa energia renovável concorrencial e que “não careça de subsidiação” e revelou que as licenças de renováveis de 2016 permitiram poupar 163 milhões de euros.

No debate quinzenal de hoje, no parlamento, António Costa foi questionado pelo deputado único do PAN, André Silva, sobre “até quando Portugal vai continuar a produzir energia elétrica a partir da queima de carvão” e a data de “elaboração do plano de descarbonização da economia, anunciado pelo governo para este ano de 2017”.

“Nós estamos comprometidos e iremos cumprir o objetivo que temos em matéria de descarbonização e sabemos bem que descarbonização passará pela ‘descarvonização'”, respondeu, utilizando o mesmo termo de André Silva sobre o fim do uso de energia a partir da queima de carvão.

O primeiro-ministro explicou que o caminho prosseguido pelo Governo é de uma “energia renovável concorrencial, que não careça de subsidiação e que permita sustentar uma política energética limpa”, para que seja possível atingir os objetivos nacionais e internacionais, “sem que isso constitua um custo acrescido”.

“Só aquilo que já licenciamos [para energias renováveis] ao longo do ano passado permitiu aumentar em 250 mega watts a produção de eletricidade, sem que tivéssemos que pagar as contrapartidas que eram previstas nos contratos anteriores, o que gerou uma poupança de cerca de 163 milhões de euros”, exemplificou.

O deputado do PAN usou os dados recentes da Agência Portuguesa do Ambiente, que dão nota que “após uma trajetória de redução, Portugal teve um aumento significativo de 7% das emissões gases de efeito de estufa”.

“As razões são várias, mas a principal prende-se com uma tecnologia do século XVIII: a produção de eletricidade a partir da queima de carvão, nomeadamente nas centrais de Sines e do Pego, responsáveis por 20% das emissões do país”, explicou André Silva, concretizando que “o aumento de produção destas centrais a carvão entre 2014 e 2015 traduz-se num aumento de emissões no setor da eletricidade de 29%”.

Nenhum Governo, de acordo com o PAN, “tem até ao momento revelado preocupação e interesse em resolver este grave problema do setor energético”, alertando que “não se pode descarbonizar a economia sem se ‘descarbonizar’ o sistema elétrico”.

Para o primeiro-ministro, esse objetivo “tem que ser compatibilizado com as necessidades de conter o custo da energia, designadamente a energia que é usada pelas famílias e pelas empresas”.

“Não podemos encerrar as centrais de carvão sem termos alternativas limpas, com condições concorrenciais”, explicou.

O chefe do executivo detalhou que o Governo tem estado “a alterar a política em matéria de energias renováveis de forma a conseguir atribuir novas centrais de produção de energia, com base no solar, sem os custos que tiveram as centrais de primeira geração”.

Fonte: Diário de Notícias

BNDES e banco do BRICS firmam empréstimo de US$ 300 mi para energia renovável

BNDES e banco do BRICS firmam empréstimo de US$ 300 mi para energia renovável

Nas projeções do BNDES, os novos recursos viabilizarão investimentos capazes de adicionar em torno de 600 megawatts (MW) à capacidade de geração brasileira; este é o primeiro empréstimo da instituição NDB

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) firmaram nesta quarta-feira o primeiro empréstimo da instituição criada pelos países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para projetos no Brasil, no valor de US$ 300 milhões. A operação terá o objetivo de apoiar investimentos em geração de energias renováveis, informou o BNDES há pouco.

Em nota, o banco de fomento brasileiro informou que o empréstimo do NDB terá contrapartida local também de US$ 300 milhões. “O BNDES usará os recursos do NDB para diversificar e ampliar suas fontes de recursos e promover suas linhas de financiamento existentes para o setor de energias alternativas, como já o faz com os recursos provenientes de outros organismos multilaterais e agências oficiais de crédito”, diz a nota distribuída há pouco.

Nas projeções do BNDES, os novos recursos viabilizarão investimentos capazes de adicionar em torno de 600 megawatts (MW) à capacidade de geração brasileira. Poderão ser financiados com a nova fonte de recursos projetos de geração eólica, solar, hidrelétrica (pequenas centrais hidrelétricas), a partir de biomassa, biogás e resíduos agrícolas.

O BNDES informou que o empréstimo do NDB tem prazo de 12 anos, com um período de carência de três anos e meio, e taxa de juros baseada na Libor. Segundo a nota do banco brasileiro, esta é a sétima operação do NDB. Já foram anunciadas duas operações com a China (US$ 379 milhões no total), duas com a Índia (US$ 600 milhões), uma com a Rússia (US$ 100 milhões) e uma operação com a África do Sul (US$ 180 milhões).

Fonte: Estadão

Bateria solar híbrida recarrega sem precisar de painel solar

Bateria solar híbrida recarrega sem precisar de painel solar

Usar pequenos painéis solares para recarregar baterias de celulares e outros aparelhos é uma ideia que não pegou porque a coisa toda fica grande e desajeitada – você conseguiria carregar tudo sem problemas, mas provavelmente não iria querer.

Andrea Paolella, da Universidade McGill, no Canadá, resolveu então apostar em uma tecnologia alternativa: uma bateria que se autorecarrega usando energia solar.

Ele descobriu que o catodo – o polo positivo – das baterias comuns de íons de lítio pode se tornar sensível à luz se forem incorporados nele os corantes que são a base das células solares orgânicas, do tipo DSC (sigla em inglês de “células solares sensibilizadas por corantes”).

“Em outras palavras, nossa equipe foi capaz de simular o processo de recarregamento usando luz como fonte de energia,” disse ele.

Sistema híbrido solar-bateria
Tendo construído um eletrodo que absorve a luz e produz as cargas, a equipe agora precisa fazer a outra metade do trabalho – construir um anodo compatível, o polo negativo, que seja capaz de armazenar essas cargas.

“Eu estou otimista e acredito que teremos um dispositivo totalmente funcional,” disse Paolella. “Falando teoricamente, nosso objetivo é desenvolver um novo sistema híbrido solar-bateria, mas dependendo da potência que ele possa gerar quando o miniaturizarmos, nós podemos imaginar aplicações práticas para aparelhos portáteis, como celulares.”

O pesquisador não é o único que está entusiasmado com a possibilidade. Para realizar a parte que falta do trabalho, a equipe recebeu um financiamento de 564 mil dólares do conselho de pesquisas do Canadá (NSERC) e já aceitou uma parceria da estatal de energia Instituto Hydro-Québec.

Outras equipes já desenvolveram baterias solares, mas com tecnologias mais difíceis de miniaturizar.

Fonte: Inovação Tecnológica

Energia Solar: O Negócio do Ano

Energia Solar: O Negócio do Ano

Uma amostra do mercado de energia solar neste ano

Com clima tropical de alta incidência de sol, o Brasil é um dos mercados mais promissores para quem busca oportunidades no setor de energia solar, como um Instalador Solar em residências ou pequenas e grandes empresas. Para especialistas estamos vivendo a verdadeira corrida do sol. Quem busca mudar os rumos da carreira e se tornar empreendedor, esse mercado tende a render bons lucros.

Em 2013, apenas 1% da malha energética era formada por micro e mini geradores fotovoltaicos, o cenário mudou de forma drástica, pois, a expectativa é que em 2050, essa fonte seja a maior do Brasil.

Os números apresentam um panorama interessante para quem deseja montar um negócio no setor. Em 2015, o crescimento das micro e mini geradoras, produção realizada por painéis de energia solar em casas e comércios, foi de 300%.

O aumento se deve ao barateamento dos equipamentos, principalmente pelos produtos vindos do mercado chinês, e pelo incentivo de financiamento pelos bancos. O mercado para o empreendedor é tão promissor pelo benefício oferecido ao consumidor.

Em menos de 10 anos o preço de investimento, de quem instala o equipamento em sua residência ou empresa, é amortiçado. Ou seja, o valor economizado nas contas de energia das distribuidoras tradicionais pagará o valor inicial dos produtos. Os equipamentos têm garantia de 25 anos, então, por 15 anos, a pessoa poupará com este serviço.

Esse é só uma amostra do cenário do mercado de energia solar. Os empreendedores devem ficar atentados para não perderem as novidades e oportunidades que o setor de energia solar oferece. Mas, antes de dar o passo na área é preciso de conhecimento técnico para ser seguidas as etapas do processo, saber como vender o produto e principalmente como gerar lucros para fortalecimento no mercado.

Fonte: Administradores

Revolução da energia barata chegou e o carvão está de fora

Revolução da energia barata chegou e o carvão está de fora

As energias eólica e solar estão prestes a se tornarem invencíveis, a produção de gás natural e petróleo está se aproximando do pico e os carros elétricos e baterias para as redes de eletricidade esperam o momento de assumir o controle. Este é o mundo que Donald Trump herdou como presidente dos EUA. E ainda assim o plano energético dele é eliminar restrições para ressuscitar um setor que nunca voltará: o de carvão.

As instalações de energia limpa quebraram novos recordes em todo o mundo em 2016 e as energias eólica e solar estão recebendo duas vezes mais financiamento que os combustíveis fósseis, segundo novas informações divulgadas na terça-feira pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Isso se deve em grande parte ao fato de os preços continuarem caindo. A energia solar está se tornando, pela primeira vez, a forma mais barata de gerar eletricidade nova no mundo.

Mas com os planos de desregulamentação de Trump, o que “vamos ver é a era da abundância — turbinada”, disse o fundador da BNEF, Michael Liebreich, durante apresentação em Nova York. “É uma boa notícia economicamente, mas há um pequeno senão: o clima.”

Os subsídios governamentais têm ajudado as energias eólica e solar a garantirem presença nos mercados globais de energia, mas as economias de escala são o verdadeiro motor por trás da queda dos preços. As energias eólica e solar não subsidiadas estão começando a ganhar a concorrência contra o carvão e o gás natural em um grupo cada vez maior de países.

Os EUA podem não liderar o mundo em energias renováveis enquanto porcentagem da produção de sua rede, mas vários estados estão superando as expectativas.

As energias eólica e solar decolaram — a tal ponto que as operadoras de rede da Califórnia estão enfrentando alguns dos mesmos desafios de regular as oscilações das energias renováveis de alta densidade que têm afetado a revolução energética da Alemanha. A expansão nos EUA não é a primeira, mas tem sido notável.

A demanda por eletricidade nos EUA vem caindo, em grande parte devido à eficiência energética maior em tudo, de lâmpadas e TVs à indústria pesada. Em um ambiente como esse, o combustível mais caro perde, e este perdedor, cada vez mais, tem sido o carvão.

Com a entrada das energias renováveis na matriz, até mesmo as usinas de combustíveis fósseis que ainda estão em operação estão sendo usadas com menor frequência. Quando o vento está soprando e o sol está brilhando, o custo marginal dessa eletricidade é essencialmente gratuito, e energia gratuita sempre ganha. Isso significa também lucros menores para usinas de energia baseadas na queima de combustível.

A má notícia para as produtoras de carvão fica ainda pior. Os equipamentos de mineração dos EUA se tornaram maiores, melhores e muito mais eficientes. Talvez o que mais afeta os empregos na indústria do carvão sejam os equipamentos de mineração melhores. O estado da Califórnia atualmente emprega mais gente na indústria de energia solar do que a indústria do carvão em todo o país.

Fonte: Jornal de Floripa

Santander aposta em financiamento para energia solar em telhados no Brasil

Santander aposta em financiamento para energia solar em telhados no Brasil

O banco Santander Brasil aposta que a instalação de placas de energia solar em residências e comércios, uma tendência cada vez mais vista na Europa e nos Estados Unidos, deverá em breve se popularizar no país, o que tem levado a unidade de financiamentos da instituição a oferecer empréstimos para que os consumidores adotem a tecnologia.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de pequenas instalações solares como essas saltou mais de 1.400 por cento entre meados de 2015 e este início de 2017, de 631 para 9,7 mil unidades, mas o ritmo ainda é visto como baixo perto do potencial de expansão no país. “Esse mercado ainda vai explodir, e a gente tem que estar preparado… hoje não tem banco privado colocando dinheiro nesse setor”, afirmou à Reuters o superintendente do Santander Financiamentos, Newton Ferrer.

Ele disse que a grande meta do banco é popularizar essa modalidade de financiamentos a ponto de fazê-la sair de uma fatia hoje praticamente insignificante para ao menos 10 por cento na carteira total de empréstimos do Santander Financiamentos, excetuando-se as operações com veículos.

Esse volume representaria, pelas atuais proporções da carteira, a concessão de cerca de 50 milhões de reais em financiamentos por mês, ou 600 milhões de reais por ano.

Como o valor médio das transações tem sido de 25 mil reais, o banco poderia viabilizar mais de 2 mil instalações solares por mês, caso as operações ganhem tal ritmo. “Não tem ainda uma data, um calendário, mas o que vai fazer essa tecnologia ter esse crescimento exponencial serão três fatores: quando os grandes grupos decidirem investir nisso, provavelmente as distribuidoras de energia; quando a situação da economia melhorar; e quando for retomada a confiança dos consumidores”, apontou Ferrer.

Os clientes que aderiram aos telhados solares com apoio do Santander estão principalmente da região Sudeste e dividem-se entre os do setor comercial, como shoppings e instituições de ensino, e residencial, onde o predomínio é de consumidores com entre 35 e 45 anos, de classe média alta, que adotam a tecnologia principalmente devido a preocupações com sustentabilidade, disse Ferrer.

Ele disse que o banco viabiliza os financiamentos diretamente para fabricantes e fornecedores de equipamentos do setor cadastrados em sua base, que já conta com cerca de 230 empresas, das quais cerca de 70 têm realizado operações recorrentes.

Em 2017, o Santander Financiamentos registra até o momento a concessão de empréstimos para aproximadamente 250 projetos de instalação de telhados solares.

COMO UM CARRO
As operações do Santander Financiamentos para pequenos sistemas de energia solar contam com carência de até 90 dias e prazo de até 60 meses para pagamento, com taxas de juros de entre 1,70 por cento ao mês e 2,10 por cento ao mês, a depender do valor e do perfil do cliente.

Segundo Ferrer, os custos e taxas ainda não permitem que o investimento na instalação seja recuperado pelo consumidor em prazos abaixo de seis anos, mas o cliente não deve fazer essa conta, sob risco de desistir do negócio.

“É igual um carro… ninguém faz a conta de em quanto tempo é o payback de um carro… o sistema fotovoltaico tem vida útil de 20 a 24 anos. O benefício é vida útil do painel, a satisfação do consumidor, a experiência real. Levar a conta do payback para o cliente não vende”, disse.

O executivo explicou que os financiamentos do banco para o segmento começaram em 2013, e inicialmente a expectativa era de uma forte adesão dos consumidores já em 2015, o que não se concretizou em parte pela crise financeira do Brasil, que desestimulou fortemente o consumo.

“Eu apostava que seria o grande ano, e cresceu. Cresceu, dobrou, mas ainda não é o que se espera… isso vai ganhar escala, vai ter uma outra proporção.”

Atualmente, os consumidores com sistemas solares ganham créditos na conta de luz na mesma proporção da energia gerada, em um mecanismo implementado pela Aneel a partir de 2012 e aperfeiçoado em 2015 com o objetivo de incentivar as instalações.

Fonte: Jornal Extra
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/santander-aposta-em-financiamento-para-energia-solar-em-telhados-no-brasil-21260373.html#ixzz4fOPkdfOy

Bree chega ao mercado incluindo foco em eficiência energética

Bree chega ao mercado incluindo foco em eficiência energética

Em operação rara, investidores e funcionários compram primeira Unidade Produtiva Isolada (UPI) de grupo em recuperação judicial

A Bree, Brazilian Energy Efficiency, é a nova marca da Inepar Capacitores. A estratégia da empresa, comandada por novos acionistas, é somar uma forte atuação na área de eficiência energética e qualidade de energia à experiência de três décadas como fabricante de produtos, diagnósticos e soluções de distúrbios em sistemas elétricos. Além de seguir atendendo o mercado interno, onde consolidou uma extensa carteira de clientes, a Bree se posiciona como empresa global e pretende buscar 30% de suas receitas no mercado externo.

“Somos a única empresa brasileira na produção de capacitores e banco de capacitores, num cenário dominado por gigantes multinacionais. Temos a capacidade de atender o cliente de ponta a ponta, produzindo equipamentos, oferecendo a instalação e acompanhamento e buscando soluções inteligentes para o mercado de eficiência energética e qualidade de energia”, explica o diretor geral, Rafael Wolf Campos, um dos investidores.

Graças a mecanismos da atual Lei de Falências (nº 11.101, de 2005), que proporcionam garantia aos compradores de ativos de empresas em recuperação judicial, a Bree nasce completamente desvinculada de qualquer passivo do Grupo Inepar/Iesa. A Inepar Capacitores foi a primeira UPI (Unidade Produtiva Isolada) do Grupo Inepar a ser vendida em leilão, realizado em 3 de outubro de 2016, dentro do processo de recuperação judicial da holding.

O grupo investidor – que atua em geração de energia, construção civil e serviços – comprou 51% da sociedade e possibilitou aos funcionários da Inepar Capacitores a aquisição de 49%, em processo conhecido no mercado como “management + investors buy out”, pelo qual uma companhia é comprada por um grupo de funcionários e investidores externos. Esta configuração – raramente empregada no Brasil – permitiu aos novos acionistas um ambiente de riscos mitigados e um grande impulso para reposicionar a empresa no cenário.

“Os alicerces que conferem reconhecimento de mercado à Inepar Capacitores permanecerão. Seu corpo técnico, responsável pelo trabalho de inteligência e engenharia, detém três décadas de experiência à frente do desenvolvimento tecnológico, engenharia de produto e de aplicação em campo, além da gestão do processo industrial na área de compensação reativa”, menciona o engenheiro eletricista Ricardo Woitowicz.

Ele liderou a busca por investidores e a negociação para compra da empresa, e agora responde como diretor comercial da Bree. Os 80 colaboradores, dos quais mais de 20% são engenheiros, permanecem na companhia, cujo parque industrial ocupa uma área de cinco mil metros quadrados em Araraquara (SP).

Seu mercado historicamente se concentra na indústria e nas concessionárias de transmissão e distribuição de energia. Em 2016, vendas diretas de produtos às concessionárias representaram 62% do faturamento. O mercado interno representa 95% das vendas e o mercado externo está na mira da empresa. “A expectativa é alavancar o relacionamento com o mercado externo com o objetivo de que 30% do faturamento venha de clientes de outros países nos próximos cinco anos”, comenta Campos.

Para consolidar sua expansão nesse mercado de eficiência energética e qualidade de energia, a Bree está reforçando a área dedicada à solução e estudos. O objetivo é buscar novos produtos, parcerias e diferenciação tecnológica. Com a nova marca, a companhia assume o desafio de manter-se jovem, inovadora e robusta, fortalecendo parcerias para continuar crescendo.

O que faz a Bree
Empresa 100% brasileira, a Bree fabrica produtos voltados ao mercado de energia, como capacitores, bancos de capacitores, filtros de harmônicos, reatores e chaves. Atua ainda na integração de soluções, fornecendo projetos completos – turn key– na área de subestações, e soluções completas em qualidade de energia.

O plano de negócios prevê que o faturamento cresça na área da qualidade da energia, hoje uma das maiores preocupações das agências reguladoras e concessionárias de energia elétrica. Os principais fatores para essa aposta são: a mudança na matriz energética nacional, com expansão de fontes renováveis como solar e eólica; a descentralização das fontes geradoras, com o crescimento da geração distribuída ou auto-geração; e a exigência de equipamentos cada vez mais sofisticados no setor industrial, muito sensíveis à qualidade da energia.

“A combinação desses fatores exige equipamentos e soluções confiáveis, que a Bree está preparada para fornecer, seja com produtos próprios ou de outros fabricantes”, explica Woitowicz. “Enxergamos um futuro promissor para o segmento de energia elétrica. A energia é insumo essencial em qualquer processo produtivo”, completa o engenheiro.

Apenas na instalação de sistemas de autogeração, a Aneel previa um crescimento na faixa de 800% em 2016, com predominância da energia solar fotovoltáica. Esse segmento deve movimentar R$100 bilhões até 2030 e configura um cenário que exige investimentos da cadeia de geração, transmissão e distribuição, para que a energia chegue ao destino em parâmetros ideais de qualidade, capaz de garantir à indústria a qualidade dos produtos finais.

Operação pioneira
A Inepar Capacitores foi leiloada em 3 de outubro de 2016, dentro do processo de recuperação judicial da holding. A empresa foi adquirida pelo grupo de investidores e funcionários que constituiu a Bree. Em conjunto, eles elaboraram o plano de negócios, com alinhamento sobre gestão e operação, e a proposta de compra, que foram apresentados ao juiz responsável pelo leilão. Não houve outras propostas arrematantes.

“Essa foi uma operação pioneira em São Paulo. Os gestores e funcionários que conseguem comprar uma empresa conquistam uma importante vantagem competitiva: conhecer como ninguém a realidade financeira, os problemas e as potencialidades da companhia”, explica o advogado Pedro Bianchi, da Felsberg Advogados, escritório que coordena o processo de recuperação judicial do Grupo Inepar/Iesa, em São Paulo.

No caso da Bree, o emprego de recursos próprios para a compra da UPI foi outro fator de segurança da operação. “Muitas vezes, para conseguir que a aquisição seja efetivada, os compradores recorrem a financiamentos. Nesse caso, o risco foi ainda mais reduzido com a aquisição sendo realizada exclusivamente com recursos próprios”, diz o advogado.

A atual Lei de Falências tem mecanismos que proporcionam garantia aos compradores de ativos de empresas em recuperação judicial. “A lei garante que a empresa vencedora do leilão não assumirá as dívidas do vendedor do ativo que for desvinculado na chamada unidade produtiva isolada. A UPI protege os interesses dos investidores na compra do ativo da empresa em recuperação judicial de potenciais sucessões de dívidas”, comenta o especialista.

Cerca de quatro mil empresas entraram em recuperação judicial nos últimos três anos, segundo dados da Serasa Experian. Em 2016, o indicador aponta para um número 44,8% maior do que o registrado em 2015, sendo o maior para o acumulado do ano desde 2006. Ainda segundo a Serasa, as micro e pequenas empresas lideraram as solicitações de recuperação judicial de 2016, com 1.134 pedidos, seguidas pelas médias (470) e pelas grandes empresas (259).

Fonte: Segs

Artigo: Inovação em energia é caminho sem volta

Artigo: Inovação em energia é caminho sem volta

O Brasil desperdiça energia equivalente à produção de meia Itaipu todos os anos, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco). Uma das alternativas para sanar esse problema, diz a Abesco, seria o incentivo à eficiência energética, que busca a redução do consumo de energia.

Racionalizar o uso da energia é uma demanda imediata. Não apenas do Brasil, mas do mundo. A busca por uma geração, distribuição e consumo mais eficientes impulsiona a entrada de novas tecnologias e soluções, o que está, em efeito dominó, transformando o setor elétrico. Smart Grid, baterias e tecnologias de armazenamento de energia, sensores e automação, geração distribuída são apenas alguns exemplos de novas possibilidades que já vão muito além da tradicional equação geração, transmissão e distribuição.

A inovação é o principal acelerador desse processo. Já há alguns anos, as empresas vêm colocando a inovação em prática, por meio do conceito de Open Innovation, que promove o desenvolvimento de ideias, a união de forças e a criação para melhorar produtos e soluções, gerando valor para negócios e sociedade. Nesse sentido, companhias, universidades e startups precisam trabalham juntas, cocriando novos serviços e aplicações.

E há várias frentes, que tendem a mudar a relação entre consumidor e energia. Uma delas é o carro elétrico. De acordo com recente pesquisa da Navigant Research, as vendas de carros elétricos, neste ano, devem somar US$ 9,3 bilhões em todo o mundo. Em dez anos, essa cifra ultrapassará os US$ 23 bilhões.

Outro motor de transformação é a Internet das Coisas (IoT), que pode conectar dispositivos do dia a dia à rede mundial de computadores. Estima-se que, em 2017, haverá mais de 8 bilhões de dispositivos conectados no mundo, segundo a Gartner. O setor elétrico pode ser profundamente impactado em aplicações, como o monitoramento remoto de equipamentos utilizados em campo; a gestão de centrais de operações; sensores associados a elementos da rede, entre outras. O IoT é, inclusive, uma das alavancas tecnológicas para o desenvolvimento de cidades inteligentes.

São vários os novos serviços, aplicações e tecnologias associadas ao setor elétrico. Outros tantos, certamente, surgirão ao longo dos anos, para acompanhar as mudanças da sociedade. Caberá às empresas terem esse olhar transformador, por meio da inovação. E quem tiver essa consciência mais apurada e coragem de mudar, considerando a perspectiva do cliente, será protagonista dessa história.

*Teresa Vernaglia é presidente da AES Ergos, empresa integradora de soluções de energia do grupo AES Brasil

Fonte: Ambiente Energia

Congresso Mundial de hidroeletricidade acontecerá em maio

Congresso Mundial de hidroeletricidade acontecerá em maio

Associação internacional da categoria escolheu a capital da Etiópia, Adis Abeba, para sediar a conferência deste ano

Entre os dias 9 e 11 de maio, acontecerá mais uma edição do World Hydropower Congress. Criado em 2007 na Turquia, o evento acontece a cada dois anos em uma região diferente do globo, trazendo especialistas internacionais que apresentarão aos congressistas, as distintas visões e novidades da realidade de experiências empreendidas em diversos países e situações. Promovido pela International Hydropower Association (IHA), o seminário já percorreu 5 países ao longo de sua história, o último deles na China, em 2015.

Para mais informações, como o local exato do evento e as inscrições podem ser requeridas pelo e-mail: congress@hydropower.org.

Foto: Divulgação/Itaipu Binacional
Fonte: Canal Energia

Capacidade instalada mundial de geração eólica chega a 486 GW em 2016

Capacidade instalada mundial de geração eólica chega a 486 GW em 2016

Brasil é um dos nove países com mais de 10 mil MW. Crise econômica abrirá espaço para novos mercados na América do Sul

A geração de energia eólica no mundo cresceu 12,6% no ano passado, atingindo um total de 486,8 GW instalados em mais de 90 países. O levantamento conta da mais recente edição do “Global Wind Report: Annual Market Update”, lançado nesta terça-feira, 25 de abril, pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) em Délhi, na Índia. De acordo com o estudo, nove países fecharam 2016 com mais de 10 mil MW de capacidade instalada eólica: China, EUA, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido, França, Canadá e Brasil, que instalou 2.014 MW de janeiro a dezembro de 2016.

Entre os mercados cuja geração eólica é mais representativa no conjunto da matriz elétrica estão Dinamarca, com 40%, de participação eólica; seguida de Uruguai, Portugal e Irlanda, todos com mais de 20% de penetração. Espanha e Chipre têm em torno de 20% de eólica na matriz elétrica, enquanto a Alemanha tem 16%. Grandes mercados como China, EUA e Canadá apresentam, respectivamente, 4%, 5,5% e 6% da sua energia proveniente do vento. A GWEC prevê que a capacidade instalada eólica mundial ultrapasse os 800 GW em 2021.

O documento considera a crise econômica do Brasil e projeta uma queda no investimento e na implantação de novos projetos já a partir de 2017, mas avalia que outros países da América do Sul poderão preencher a lacuna, especialmente Uruguai, Chile e a Argentina, país que intensificou presença no segmento. Até 2021, a entidade estima que o crescimento mundial continuará puxado pela Ásia, liderado pela China e tendo a Índia logo atrás. Em função da queda de preços, a Europa permanecerá líder no mercado offshore, agora com maior interesse de mercados norte-americanos e asiáticos.

Fonte: Canal Energia

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