Eólica

A energia eólica é produzida a partir da força dos ventos. O aproveitamento da energia dos ventos pelo homem é secular, desde a utilização dos moinhos nos campos até na propulsão das embarcações a vela. Com o passar do tempo e as modernizações tecnológicas, possibilitouse a geração de eletricidade.

Para esse fim, hoje, são utilizados aparelhos chamados de aerogeradores, cujo formato remete aos antigos moinhos. A força do vento provoca a rotação das pás dos aerogeradores — geralmente três —, que, por sua vez, levam à rotação de um gerador elétrico. O movimento desse gerador produz energia elétrica de forma semelhante aos geradores acionados por turbinas hidráulicas ou por motores a combustão.

img-eolicaFonte: Adaptado do site Energia Eólica.

Em geral, a velocidade do vento aumenta com a altura em relação ao solo, pois é influenciada, entre outras coisas, por obstáculos (naturais ou artificiais) no entorno do aerogerador. Quanto menor a altura do aerogerador, maior a influência que o vento sofre da superfície terrestre, provocando turbulência e diminuindo seu aproveitamento de energia.

A proximidade de áreas urbanas e florestas também influencia a força do vento. Por isso, é recomendável que os aerogeradores sejam instalados em torres de sustentação elevadas, em locais livres de obstáculos (em caso de parques eólicos) ou no topo de edificações (em caso de unidades residenciais), mantendo-se distantes de obstáculos que possam reduzir a velocidade do vento e, consequentemente, sua capacidade de geração de energia. Os aerogeradores podem ser instalados em terra (onshore) ou no mar (offshore).

Fator de Capacidade

As características do vento no Brasil o colocam entre os detentores de maior capacidade de geração de energia eólica do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Fator de Capacidade do Brasil fica na média de 40%. Esse índice aponta a relação, no mesmo período, entre a produção efetiva de energia elétrica por uma usina e a capacidade total máxima de geração de energia elétrica, seja de um parque eólico (grupamento de vários aerogeradores), seja de um único aerogerador. Para comparação, segundo a ABEEólica, na costa e nas regiões montanhosas da Alemanha, o Fator de Capacidade médio é de 45%; no centro do país, de 35%; no México, 40%; e na China, 20%.

No Brasil, os litorais do Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul e as áreas centrais da Bahia e do Rio Grande do Norte despontam pelas condições favoráveis de vento para a geração de energia elétrica. Na região Sul, o vento ocorre em diversas direções. Já no Nordeste, o vento apresenta uma característica de direção mais constante, vindo geralmente do Leste.

img-eolica2Fonte: Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica

A energia elétrica pode ser gerada tanto por parques eólicos como por turbinas eólicas isoladas. No caso dos parques eólicos, a energia produzida geralmente é transportada pelo Sistema Interligado Nacional (SlN) até as empresas distribuidoras de energia para, então, ser comercializada para os diversos tipos de consumidores (comerciais, residenciais e industriais). A geração por sistemas isolados, por sua vez, atende consumidores específicos sem a necessidade de passar por uma distribuidora.

A microgeração e a minigeração de energia eólica também podem ser feitas em residências. Já existem no Brasil empresas capazes de fazer essa instalação de forma segura e eficiente. Entidades que trabalham na disseminação do uso de energias renováveis têm buscado orientar a população de como proceder na implantação. Um exemplo é a cartilha lançada pelo Instituto
Ideal, instruindo o passo a passo para a instalação de microgeradores eólicos.

Consolidação da energia eólica no Brasil

Na matriz elétrica brasileira, a energia eólica representa 6,34% da capacidade instalada em operação, com 9,18 GW de potência instalada, segundo o Banco de Informações de Geração da ANEEL consultado em 5 de julho de 2016. As estimativas da ABEEólica são de que, até 2019, esse índice chegue a 18,7 GW.

Especialistas defendem que a energia eólica poderia substituir parte das usinas termoelétricas movidas a combustível fóssil (energia não renovável). Isso porque, atualmente, a energia térmica é acionada durante os períodos de seca, quando o nível dos rios fica mais baixo e as usinas hidrelétricas produzem menos energia. É justamente nesse período que os ventos se intensificam no país.

Fator de Capacidade

As características do vento no Brasil o colocam entre os detentores de maior capacidade de geração de energia eólica do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Fator de Capacidade do Brasil fica na média de 40%. Esse índice aponta a relação, no mesmo período, entre a produção efetiva de energia elétrica por uma usina e a capacidade total máxima de geração de energia elétrica, seja de um parque eólico (grupamento de vários aerogeradores), seja de um único aerogerador. Para comparação, segundo a ABEEólica, na costa e nas regiões montanhosas da Alemanha, o Fator de Capacidade médio é de 45%; no centro do país, de 35%; no México, 40%; e na China, 20%.

No Brasil, os litorais do Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul e as áreas centrais da Bahia e do Rio Grande do Norte despontam pelas condições favoráveis de vento para a geração de energia elétrica. Na região Sul, o vento ocorre em diversas direções. Já no Nordeste, o vento apresenta uma característica de direção mais constante, vindo geralmente do Leste.

img-eolica2Fonte: Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica

A energia elétrica pode ser gerada tanto por parques eólicos como por turbinas eólicas isoladas. No caso dos parques eólicos, a energia produzida geralmente é transportada pelo Sistema Interligado Nacional (SlN) até as empresas distribuidoras de energia para, então, ser comercializada para os diversos tipos de consumidores (comerciais, residenciais e industriais). A geração por sistemas isolados, por sua vez, atende consumidores específicos sem a necessidade de passar por uma distribuidora.

A microgeração e a minigeração de energia eólica também podem ser feitas em residências. Já existem no Brasil empresas capazes de fazer essa instalação de forma segura e eficiente. Entidades que trabalham na disseminação do uso de energias renováveis têm buscado orientar a população de como proceder na implantação. Um exemplo é a cartilha lançada pelo Instituto
Ideal, instruindo o passo a passo para a instalação de microgeradores eólicos.

Consolidação da energia eólica no Brasil

Na matriz elétrica brasileira, a energia eólica representa 6,34% da capacidade instalada em operação, com 9,18 GW de potência instalada, segundo o Banco de Informações de Geração da ANEEL consultado em 5 de julho de 2016. As estimativas da ABEEólica são de que, até 2019, esse índice chegue a 18,7 GW.

Especialistas defendem que a energia eólica poderia substituir parte das usinas termoelétricas movidas a combustível fóssil (energia não renovável). Isso porque, atualmente, a energia térmica é acionada durante os períodos de seca, quando o nível dos rios fica mais baixo e as usinas hidrelétricas produzem menos energia. É justamente nesse período que os ventos se intensificam no país.

Referência Bibliográfica: GIZ no Brasil